Posts Tagged ‘ amor ’

Eu Te Amo… Não Diz Tudo!

*Arnaldo Jabor

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, Que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas, e que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ela(e) lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é ver como ela(e) fica triste quando você está triste, e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d’água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.

Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; Quem não levanta a voz, mas fala; Quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Anúncios

Amor Banalizado

Banalizaram o amor. Fala-se em sua escassez, mas escassas são as pessoas que deixaram de praticar o ato de “amar”; vide as relações trocadas, os rompimentos de afeto e os absurdos propostos em cada manchete de jornal.

Sucintamente, chega-se ao fim da espécie e ao início de uma Era. A Era egoísta ou ‘canibalista’, talvez. Egoísta por ser individualista, o pensar em si ultrapassa as barreiras do amor ao próximo. Que próximo? Só me enxergo, sinto-me, apalpo-me; ao olhar à frente só vejo espelho onde eu me reflito, reflito minha imagem… Apenas. A semelhança de nosso Pai já está obsoleta, assim como as palavras ensinadas por Ele.

‘Canibalista’? Por comer uns aos outros. Abdicar o respeito em nome da ambição, ou em palavras bonitas “ascensão social”; estar bem mais preparado para “passar a perna” naquele seu pseudoamigo… Ah, como as palavras nos iludem! As atitudes traem e engolem o humanismo que cada um adquire antes de ser poluído pelas idéias sociais.

Cada nova teoria, mais uma comparação. Entre mil hipóteses, nenhuma solução. Falta de tempo, violência, entretenimento, dinheiro… não se fala de relações; cadê a solidariedade? Pratica-se o amor? Não. Finge-se, assim como se fingem casamentos; namoros; cumplicidade e lealdade.

Natal seria uma data para apresentar esse tipo de amor que hoje não se encontra em qualquer esquina, assim como é encontrada a prostituição, a inveja ou o aborto. O amor mais puro, o amor não comercializado e nem vendido em troca de carro, luxo e luxúria. Pena… mais uma data que foi transformada no consumismo do individualista e na fartura do que tem e não vê a dor do que não tem.

Precisa-se refletir sobre o ser que o humano se transformou. Não existe mais a imagem a semelhança de Deus? Ele é amor; você é o que? Você é o que você pratica, lembre-se disso.