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Amor Banalizado

Banalizaram o amor. Fala-se em sua escassez, mas escassas são as pessoas que deixaram de praticar o ato de “amar”; vide as relações trocadas, os rompimentos de afeto e os absurdos propostos em cada manchete de jornal.

Sucintamente, chega-se ao fim da espécie e ao início de uma Era. A Era egoísta ou ‘canibalista’, talvez. Egoísta por ser individualista, o pensar em si ultrapassa as barreiras do amor ao próximo. Que próximo? Só me enxergo, sinto-me, apalpo-me; ao olhar à frente só vejo espelho onde eu me reflito, reflito minha imagem… Apenas. A semelhança de nosso Pai já está obsoleta, assim como as palavras ensinadas por Ele.

‘Canibalista’? Por comer uns aos outros. Abdicar o respeito em nome da ambição, ou em palavras bonitas “ascensão social”; estar bem mais preparado para “passar a perna” naquele seu pseudoamigo… Ah, como as palavras nos iludem! As atitudes traem e engolem o humanismo que cada um adquire antes de ser poluído pelas idéias sociais.

Cada nova teoria, mais uma comparação. Entre mil hipóteses, nenhuma solução. Falta de tempo, violência, entretenimento, dinheiro… não se fala de relações; cadê a solidariedade? Pratica-se o amor? Não. Finge-se, assim como se fingem casamentos; namoros; cumplicidade e lealdade.

Natal seria uma data para apresentar esse tipo de amor que hoje não se encontra em qualquer esquina, assim como é encontrada a prostituição, a inveja ou o aborto. O amor mais puro, o amor não comercializado e nem vendido em troca de carro, luxo e luxúria. Pena… mais uma data que foi transformada no consumismo do individualista e na fartura do que tem e não vê a dor do que não tem.

Precisa-se refletir sobre o ser que o humano se transformou. Não existe mais a imagem a semelhança de Deus? Ele é amor; você é o que? Você é o que você pratica, lembre-se disso.

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