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Equipamentos de Segurança Veicular

*Matéria publicada no blog Carro e tecnologia, solicitada pela professora: Laura Seligman – Jornalismo digital – UNIVALI  * Publicada em 28 de junho de 2011

No topo dos índices mundiais. Esta é a posição que o Brasil ocupa no ranking que mede a quantidade dos acidentes de trânsito, segundo pesquisa do Datasus.

O hábito do uso do cinto de segurança no banco da frente já é um conceito abraçado por vários motoristas conscientes.  No caso, o método utilizado para educar os motoristas foi a punição, ou seja, quando os infratores passaram a perder dinheiro por sua desobediência. Ainda assim, poucos têm o costume de usar o cinto no banco de trás, ou transportar crianças nos assentos específicos para cada idade.

Para não correr o risco de andar desprotegido dentro do carro, nem de expor os passageiros – adultos e crianças – aos piores efeitos da violência no trânsito, vamos relembrar quais são os principais equipamentos de segurança que o meu e o seu veículo devem conter, pois o uso e o bom estado destes equipamentos podem fazer a diferença entre a vida e uma fatalidade no caso de um acidente.

 

Cinto de segurança e Airbag

O cinto de segurança, você já conhece. É um dos mais importantes dispositivos de proteção aos ocupantes de veículo, mesmo em veículos equipados com airbags.

Para que o airbag e o cinto de segurança cumpram melhor as suas funções, alguns cuidados precisam ser tomados.O modo correto para grávidas é o mesmo para os demais motoristas.

No caso do cinto, depois de feito o ajuste do banco (no caso dos ocupantes da frente), o ajuste deve ser realizado de modo que a faixa subabdominal fique sobre os ossos do quadril, enquanto a faixa diagonal passa pelo meio do ombro.

Nunca coloque a faixa do cinto sobre o abdômen ou útero, encostada ao pescoço, nem fora do ombro.

Já para os airbags frontais, que são dispositivos projetados para deflagrar uma bolsa de proteção em colisões frontais, ou quase frontais, é preciso que o ocupante ajuste o banco a uma distância que permita o completo preenchimento da bolsa, antes do choque com o ocupante. A distancia correta é mais ou menos da marca do seu pulso até o seu braço estiver levemente esticado. A regulagem é toda feita de acodo com a posição do banco.

Os airbags precisam inflar rapidamente para serem eficazes; por isso, saem do centro do volante ou do painel de instrumentos com uma velocidade superior a 250 km/h. Uma vez inflada totalmente a bolsa, seu esvaziamento começa imediatamente com o impacto do ocupante contra ele, com o gás escapando por meio da trama ou das aberturas do tecido.

 

Eficiência combinada

Como percebemos essa dupla de equipamentos de segurança deve sempre ser usada em conjunto. O que muita gente ignora é que usar o airbag sem o cinto pode ser até perigoso.

Isso porque o cinto evita que o ocupante do veículo bata contra a bolsa quando ela ainda está inflando, com a velocidade de 250 km/h… Imagine o impacto!

O NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration ), uma agência americana de segurança viária, fez um estudo que aponta uma redução de até 45% do risco de fatalidade para quem usa o cinto de segurança em comparação com quem não usa. Quando o cinto é aliado ao airbag, ou seja, quando você utiliza um carro com airbag e não dispensa a bolsa de ar, esta redução sobe  para 51%.

Salvando vidas, economizando recursos

Segundo o Ministério da Saúde, 37 mil pessoas morreram de acidentes de trânsito em 2007 no País. Nesse mesmo ano, a frota nacional, segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), era de 49 milhões de veículos.

O CESVI BRASIL – Centro de Estudos Automotivos, por meio de seu estudo “Potencial de Efetividade do Airbag no Brasil”, apresentado em 2008, estimou que os veículos equipados com airbag representavam entre 4,0 e 4,7% da frota. Este mesmo estudo apontou que o conjunto cinto + airbag pode evitar a morte de 490 pessoas por ano, além do ferimento de 10 mil.

Como acidentes e fatalidades custam caro para a sociedade (despesas de hospital, seguros, etc.), essa prevenção proporcionaria um impacto econômico de R$ 315 milhões por ano.

Levando-se em consideração os índices médios disponíveis de uso do cinto, usando-os como base para uma análise no Brasil, o CESVI estima que, a cada aumento de 10% na adesão, mais de 1.600 vidas seriam poupadas, assim como R$ 156,6 milhões seriam economizados.

 

A Legislação Diz:

Segundo o Artigo 65 do Código de Trânsito Brasileiro, o uso do cinto de segurança é obrigatório a todos os  ocupantes do veículo.

Quem não usa o cinto comete infração grave de trânsito, recebendo cinco pontos na carteira e tendo de pagar multa de R$ 127,69.

De acordo com a Resolução nº 311 do Contran, a partir de 2014, 100% dos veículos novos saídos de fábrica, nacionais e importados, deverão ser equipados com o airbag.

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